Capitão América: Admirável Mundo Novo (Captain America: Brave New World) – 2025

Após se encontrar com o recém-eleito presidente dos EUA, Thaddeus Ross, Sam se vê no meio de um incidente internacional. Ele deve descobrir o motivo por trás de uma conspiração global nefasta antes que o verdadeiro gênio faça o mundo inteiro ser dominado pelo vermelho.

O longa inteiro se suporta na provação de Sam Wilson como o novo Capitão América. Como quase ninguém viu a minissérie “Falcão e o Soldado Invernal”, essa foi a primeira vez de muitos com a ideia dessa troca de escudo. E se o personagem passou por essa provação, imagina Anthony Mackie?

Muito sustentado por seu carisma, ele vai bem na missão, mas o grande problema é o pouco que a Marvel entrega em suas mãos no sentido de um produto maior. O filme é fraco e provavelmente ninguém vai lembrar dele por muito tempo. O seu companheiro Joaquin Torres também tem carisma e é engraçadinho, mas o personagem é vazio, sem desenvolvimento algum.

Divulgação

Quando olhamos para o personagem de Ford, temos o outro lado da moeda de alguém que também precisa se provar, mas seu desafio é um pouco maior porque vem acompanhado de um desejo de redenção. Diria que ele está ok, não muda muita coisa na narrativa completa. Enquanto isso, o vilão poderia até ter algum impacto, mas seu poder e suas motivações são tão genéricas que duvido que alguém vá se lembrar dele mesmo logo depois de ver o filme.

A montagem é um pouco estranha, feita de momentos muito breves e que parecem uma colcha de retalhos, mas pelo menos o roteiro deixa de lado aquele humor bobo e excessivo dos últimos filmes. Dentre os últimos longas desastrosos da Marvel, esse está longe de ser um dos piores – mas bem triste ver essa fase de um estúdio que antes era quase um sinônimo de bom entretenimento e bons filmes.

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