Os Roses – Até que a Morte os Separe (The Roses) – 2025

“Os Roses – Até que a Morte os Separe” é uma adaptação do clássico “A Guerra dos Roses”, de 1989. Mas, infelizmente, ele não alcança em nada o filme original. 

É uma dicotomia entre guerra e paz. Talvez para quem não tenha visto a “versão guerra” com Michael Douglas e Kathleen Turner, essa versão açucarada de agora agrade. A Guerra dos Roses definiu o imaginário que temos desses dois grandes do cinema e marcou suas carreiras. Já a versão deste ano não deve alcançar nem o mesmo sucesso e nem ser um filme pelo qual Olivia Colman e Benedict Cumberbatch serão lembrados no futuro. Muito pelo contrário. A comédia é um tanto deprimente. 

A história começa bem, mostrando a sagacidade do casal britânico, formado por uma chef de cozinha espirituosa e um arquiteto perfeccionista. Um corte no tempo, e vemos como os dois evoluíram dez anos depois que saíram de Londres rumo à Califórnia. Encontramos Theo realizado, lançando o projeto arquitetônico de sua vida no Museu Marinho. Enquanto isso, Ivy passa o dia cuidando e cozinhando para a família, com um menino e uma menina pré-adolescentes. Mas graças a uma tempestade, tudo muda – literalmente. Da noite para o dia, Theo vira um fracasso, motivo de piada, e Ivy uma chef renomada. 

Para se ocupar, Theo abraça a criação dos filhos enquanto Ivy banca a casa com o sucesso que está conquistando no restaurante. As crises do casal começam aí, com o ciúme de Theo pelo sucesso de Ivy, e o incômodo dela com a proximidade que ele constrói com os filhos. Como um típico casal inglês, sua principal arma é a língua. Dezenas de frases afiadas e cortantes para destruir um ao outro são jogadas na tela. Frases boas, que rendem algumas risadas. 

Mas esses Roses não convencem. A ligação entre eles é fraca, sem sex appeal, eles não se portam como um casal. E, por isso, tudo fica morno, uma guerra açucarada, de mentirinha demais e meio sonolenta.

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