Invocação do Mal 4: O Último Ritual(The Conjuring: Last Rites) – 2025

Neste último capítulo, os Warren enfrentam mais um caso aterrorizante, desta vez envolvendo entidades misteriosas que desafiam sua experiência.

Esse longa, que a princípio é o último da franquia, me soa mais como uma homenagem de um fã do trabalho de James Wan do que uma obra com personalidade. Chaves, diretor do péssimo A Freira II e do interessante Invocação 3, já não vinha demonstrando ter a sua própria marca – e aqui isso se confirma.

A estrutura de seus predecessores se mantém. O casal Warren vive a sua vida enquanto, em paralelo, somos introduzidos aos poucos ao “caso real” da vez. Aqui, seria o maior e mais ameaçador da carreira de ambos – e o responsável por sua aposentadoria.

Na tentativa de sustentar essa promessa, a narrativa escolhe um tom mais pessoal e familiar, um clichê clássico dos filmes de gênero. Ao trazer essa proximidade dos inimigos com a família de investigadores, a receita para o sucesso já estava encaminhada, mas é tudo tão ameno que o filme nunca chega lá.

Se no Invocação original, um dos filmes mais referenciados de sua época e um verdadeiro clássico instantâneo, a sugestão e o oculto eram os verdadeiros triunfos, aqui a frontalidade e a superexposição das ameaças é o que dita o ritmo. E o pior é que nem esse antagonista é bem desenvolvido. Não conhecemos direito o passado de tudo aquilo, é tudo resumido em uma breve linha de diálogo. E o pior, a história sente a necessidade de voltar para um inimigo já gasto e mil vezes referenciado nessa duradoura franquia que tem até o seu próprio universo.

Acho que o blefe de que este é o último filme não se sustentará dependendo da boa recepção de público e bilheteria, ainda mais porque a história tem um tom bem de passagem de bastão. Se isso realmente se confirmar, espero que a nova história caia nas mãos de um realizador com mais coragem.

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