Na segunda temporada, a cidade de Monterey continua a enfrentar tensões crescentes por conta do desdobramento do assassinato que a abalou. Segredos cada vez mais profundos e a fragilidade das relações começam a ser cada vez mais testados com novos personagens entrando na história.
A primeira temporada de Big Little Lies deixou pontas soltas importantes para a história, o que gerou grande expectativa em torno da segunda. A proposta parecia promissora: aprofundar as personagens e explorar as consequências das revelações do episódio final da temporada anterior.
A série está longe de ser ruim. Ela mantém um certo nível de qualidade, muito por conta do elenco, que continua sólido, e da chegada de novas estrelas, como Meryl Streep. Ela é o grande destaque da temporada, interpretando uma mãe enlutada que busca respostas para lidar com a perda do filho. Mesmo diante do que dizem sobre ele, sua personagem se recusa a acreditar no pior, o que adiciona tensão e profundidade à trama.
Apesar desse reforço, a história parece não engrenar. Há muitas subtramas e poucas realmente despertam interesse. O problema está aí: com múltiplos focos, a narrativa se fragmenta e perde direção. Fica difícil entender onde prestar atenção e o que realmente importa. Nem a trama principal se beneficia dessa escolha, nem os temas paralelos ganham força suficiente.
Fiquei com a sensação de que essa temporada não precisava existir. A história teria sido mais impactante se tivesse sido encerrada como uma minissérie, deixando certas questões em aberto. No fim, a segunda temporada parece depender demais da força da primeira para se sustentar. É um pedaço da história que tem sua importância, mas que acaba sendo facilmente esquecível.


