O lançamento de hoje é o filme HIM. Com uma pegada de terror, o longa mergulha no universo do futebol americano para mostrar como grandes atletas, no caso aqui um quarterback, vende a alma para o demônio para conseguir se tornar um GOAT (Greatest of All Time), tradução para “o melhor de todos os tempos”. Mas goat também significa bode. E é nessa similaridade que a conexão entre o melhor de todos e o chifrudo se faz.
O filme é sofrível, cheio de clichês, atuações abaixo da média até mesmo para Marlon Wayans (“Todo Mundo em Pânico”), que vive Isaiah White, o GOAT em atividade, que está prestes a perder o posto para o novato Cameron Cade (Tyriq Withers).
Divertido mesmo fica quando você imagina como seriam as cenas com os astros do nosso futebol, como o menino Ney, vendendo a alma para o capeta para chegar ao Olimpo do esporte. O filme tem a receita de como pegar um atleta promissor e transformá-lo em um completo babaca.
A narrativa é conservadora e machista. O protagonista é retratado como um adolescente eterno. Até nas cenas mais delicadas, como um exame médico, em que outras produções já incorporaram a nudez frontal masculina, GOAT recua e mostra apenas um close bobinho do abdômen definido do jogador. Muita testosterona e pouca auto-estima.
Mas esse é só o primeiro filme do que se imagina ser uma série. Temo acreditar que outros piores virão.


