Explore a primeira – e única – vez que a “possessão demoníaca” foi oficialmente usada como defesa em um julgamento por assassinato nos EUA. Incluindo relatos em primeira mão da suposta possessão demoníaca e um assassinato chocante, esta história extraordinária nos leva a refletir sobre nosso medo do desconhecido.
O filme quer ser uma versão em documentário de Invocação do Mal 3, inclusive criando uma dramatização baseada nos relatos. Tudo isso pra na última meia hora criticar tudo que a série de filmes baseada no casal Warren fez.
Ou seja, é de uma hipocrisia gigantesca o que acontece aqui. Durante uma hora o diretor usa recursos sonoros para passar tensão, inclui relatos em áudio da tal possessão, faz toda a reencenação, mas no fim nem ele defende o que está fazendo.
Sem contar que essa é mais uma daquelas obras que usam a estrutura batida de documentários da Netflix, incluindo a ideia de que tem algum segredo que será revelado e fica segurando informações até o fim.
A parte final, com cerca de 20 minutos, é a única coisa que vale neste documentário, e deveria ser o foco dele inteiro. Nela temos uma real crítica ao que aconteceu, incluindo a postura do casal Warren, que ganhou fama com os filmes da série Invocação do Mal, mas não eram “heróis” como os longas fazem parecer.


