Nesta extraordinária história de um homem comum, Charles ‘Chuck’ Krantz vivencia a maravilha do amor, a tristeza da perda e as multidões contidas em todos nós.
Quando o criador de produções de terror Mike Flanagan se junta com o mestre dos livros de terror Stephen King o que podemos ter? Um grande drama positivo e feliz sobre a vida. Sim, não temos nada de suspense ou horror aqui, e isso funciona muito.
Não é a primeira (nem a segunda) vez que Flanagan adapta uma obra de King, mas dessa vez a escolha foi por talvez o único conto do escritor que seja alegre. Mas para quem conhece outras obras dos dois, o tempo todo é possível ver seus toques e marcas.
A Vida de Chuck beira a autoajuda e lições de coach o tempo todo, mas isso não é um problema. É uma obra que busca fazer o espectador refletir, sem querer soar complexa demais ou mergulhar em grandes questões filosóficas. Até por isso ela pode parecer rasa.
Sua estrutura também pode levar a um pensamento de que o longa quer complicar, mas não é o caso. A trama de trás para a frente é simples de ser acompanhada e entendida, não existe um quebra-cabeça a ser montado. Mas é a partir desse formato que quando vemos as situações mais para frente conseguimos realmente refletir sobre o que foi apresentado no início.
As atuações não são fora da curva, mas são tocantes, conseguem emocionar e animar, com duas cenas que fazem valer a pena assistir. A Vida de Chuck talvez não seja um filme marcante e que se destaque em premiações, mas é lindo.


