Wandinha mergulha ainda mais na Escola Nunca Mais e seus segredos, enquanto um novo mistério sobrenatural surge e a ameaça de “Hydes” retorna, colocando a jovem a desvendar enigmas mortais e confrontar alianças traiçoeiras para proteger quem ama.
Mais uma série da Netflix que tenta sobreviver pelo hype e pelos rios de dinheiro investidos em seu marketing, mas que, no fim, é uma bela embalagem para um produto vazio e sem graça.
Dirigida por Tim Burton, essa segunda temporada até carrega as principais marcas estéticas do realizador – com destaques para um momento que homenageia seu curta Vincent (1982), talvez seu melhor trabalho até hoje. Burton sabe, como ninguém, dar vida à esse ambiente gótico, com personagens estranhos e peculiares. Mas infelizmente a forma acaba se sobressaindo ao conteúdo.
Talvez a grande questão que me distancie tanto da produção é o fato de achar a protagonista verdadeiramente insuportável. Ela representa um tipo de personagem que eu acho bastante irritante: a jovem espertinha que se acha a salvadora de tudo e todos e que recusa qualquer tipo de auxílio – talvez seja um retrato fiel dessa geração, mesmo. Mas o agravante fica com o fato de a narrativa preferir achatar e diminuir as personalidades e motivações dos coadjuvantes em prol dos interesses da protagonista, e isso é péssimo para a história.
Acho que a dualidade entre Wandinha e Enid, gritante no figurino, mas ainda mais impactante nas características de suas personalidades, ainda funciona como na primeira temporada, mas os acontecimentos reservados para a lupina são bem questionáveis. A mesma coisa acontece com a família Addams no geral, que mesmo com ótimos e consagrados atores fica escanteada.
Com a terceira temporada já confirmada, mas sem data de estreia, resta torcer para uma oportunidade maior para quem orbita em torno de Jenna Ortega e não tem chance de alçar voos maiores por conta do apelo de cortes no TikTok que a personagem principal tem.


