Batman Eternamente (Batman Forever) – 1995

Batman enfrenta dois inimigos: Harvey Dent, também conhecido como Duas-Caras, e o Charada, um ex-inventor descontente da Wayne Enterprises que busca vingança contra seu antigo empregador. Enquanto também lida com memórias torturantes do assassinato de seus pais, Batman inicia um novo romance com a psicóloga Chase Meridian e conhece seu novo parceiro, Robin.

Batman Eternamente é um filme com boas ideias, mas que é um desastre de execução. E isso passa longe pela ideia de dar mais cor ao universo do cavaleiro das trevas.

Olhar pra esse filme 30 anos depois de seu lançamento torna bem mais fácil entender o momento em que ele saiu. Não só saber que Tim Burton teve desavenças com o estúdio e por isso não retornou para fechar uma trilogia, mas olhar que queriam um Batman mais divetido do que sombrio. E isso existe nos quadrinhos, não seria sair do personagem.

Mas parece que Joel Schumacher não sabia muito como executar suas ideias (dizem que existe um corte dele por aí, então poderia ser uma redenção se um dia sair), principalmente nos diálogos, que querem ser divertidos mas são apenas bobos e infantis.

Eu gosto do visual, da inclusão do Robin, do interesse amoroso que busca trazer uma análise psicológica do Batman, e dos vilões. Mas eu não gosto de como o Robin age e da morte de sua família, de como a Chase parece obcecada pelo Batman e não consegue fazer uma análise mais profunda, e muito menos do Jim Carrey que é um catado de seus outros personagens espalhafatosos e um Tommy Lee Jones perdido.

O resultado é um filme que dá para se divertir, mas que o tempo todo fica claro que falta algo, que tudo está corrido, feito de qualquer jeito. Uma pena o desperdício.

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