Big Little Lies: 1ª Temporada – 2017

“Big Little Lies” conta a história de um assassinato que abala uma comunidade aparentemente perfeita de mães de classe alta em um colégio de prestígio, levando-as a desvendar o crime enquanto lidam com as suas próprias mentiras, segredos obscuros e relações abusivas.

O elenco estrelado ajuda a chamar a atenção dessa série, mas é preciso ter um olhar atento para ver como Big Little Lies é mais do que isso. Uma história com muitas camadas que faz o espectador querer saber o desfecho, mas mais do que isso, entender as motivações e mergulhar nas histórias e verdades de cada um dos personagens.

Para mim, o melhor trunfo é sobre o roteiro, que entrega material suficiente para o elenco brilhar e entregar performances excelentes, mas isso porque existe profundidade, camadas e complexidade em cada um dos personagens, desde as crianças, passando pelos pais e principalmente nas mães e figuras maternas. Existe intenção clara da produção em colocar a história com pontos abertos, dúvidas, tudo isso pensado para construir as surpresas e reviravoltas que dão ainda mais brilho para a produção.

Para além disso, considero Big Little Lies como uma fotografia interessante da sociedade, onde a aparência é supervalorizada e tida como referência de quem é ou não bom, sendo que existem outros elementos importantes que precisam ser considerados para, de fato, saber as coisas estão realmente bem. Os dilemas e tentativas da manutenção dessa “aparência perfeita” entram em choque e são constantemente colocadas à prova, fazendo com que quem a assiste se imagine nesse cenário, criando empatia e, de alguma forma, conexão pessoal.

O único ponto que me desagradou foi uma facilitação sem explicação no final do último episódio, que me pareceu um caminho fácil para resolver um dilema grande da história. Nada que tire os muitos méritos, mas que me incomodou. De fato, estou pronto para a segunda temporada para ver como as pontas soltas se encaixam.

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