Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another) – 2025

Quando seu inimigo maligno ressurge após 16 anos, um grupo de ex-revolucionários se reúne para resgatar a filha de um dos seus.

Paul Thomas Anderson tem um controle absurdo de tudo que faz. Seus filmes transitam do drama ao humor, tensão, tesão, política, sátira, tudo, e aqui não é diferente. Desde a abertura ele tem o espectador na mão.

Mas o que mais me chama atenção em praticamente todas as suas obras é a música. E em Uma Batalha Após a Outra, o diretor comanda tudo usando uma trilha que nunca desaparece, é como uma martelada na cabeça que avisa que não se pode baixar a guarda, que não existe paz nesse mundo. Mesmo quando temos cenas divertidas, o som está lá, bem no fundo.

E isso é o que sustenta seu novo filme, como o próprio nome diz, que a guerra talvez não tenha fim e estejamos apenas indo de batalha em batalha. Um retrato de um mundo que não consegue parar de se odiar, e pior, é cada um por si, nem mesmo dentro de um grupo existe uma unidade.

PTA consegue fazer uma representação real e irônica dos EUA, mas também do mundo, sem ser escrachado, mas que muitas vezes nos faz rir, enquanto também nos choca com tamanha realidade. É tudo isso ao mesmo tempo, é uma piada tanto com os opressores quanto com os oprimidos, mas também é uma denúncia.

O elenco carrega direitinho todo esse poder do filme. Teyana Taylor com sua revolucionária que sente tesão pelas batalhas; Leonardo DiCaprio e seu personagem que quer esquecer da luta, mas é sempre puxado de volta; Chase Infiniti que se torna a filha da guerra; e principalmente Sean Penn, o grande destaque com seu vilão caricato, doentio e racista, mas que tem vergonha de si mesmo, que é só mais um no jogo de poder.

Tudo isso é apenas uma parte do que PTA entrega no filme do ano e que tem tudo para marcar pelo menos essa década na história do cinema.

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