Uma fantasma tímida e novata precisa assustar os vivos ou desaparecer para sempre. Para dominar a arte de assombrar, ela vai contar com a ajuda de uma mentora.
Um retrato do luto e dos comportamentos histriônicos na era das redes sociais.
Nem mesmo depois da morte a sociedade capitalista descansa. Neste longa muito bem-humorado temos exatamente esse trabalho perpétuo em busca de números, claro, mas principalmente na procura por atenção e aceitação – que não necessariamente foram conquistadas em vida.
Acho bem interessante essa espécie de releitura de Monstros SA nesse ponto mais laboral dos fantasmas no pós-vida, mas também me ganha essa reflexão do que realmente importa. Se o trabalho é o vetor para preencher um vazio de importância e amor, será que ele é válido?
Hsu consegue combinar muito bem esses elementos de horror mais cômico com um tom dramático que toma conta lá pela metade da projeção, mesmo que ainda tenha uma barriga ou outra em alguns subplots. Acaba sendo mais uma história com moral e mensagem, mas envolta em uma jornada bem interessante e criativa.
Acompanhar os fantasmas nessa busca da invenção de uma nova lenda urbana, as preparações e ensaios do susto, o ato em si e, por fim, a premiação que exalta a melhor entre as assombrações. E tudo isso com personagens carismáticos e fofos que acabam formando essa espécie de família ocasional, mas que faz todo sentido.


