Uma surfista esperta e de espírito livre é sequestrada por um serial killer obcecado por tubarões. Mantida em cativeiro em seu barco, ela precisa descobrir como escapar antes que ele realize um ritual para alimentar os tubarões lá embaixo.
Animais Perigosos não é exatamente revolucionário, mas consegue dar uma cara nova para um gênero que não necessariamente está esgotado, mas que muitas vezes é mal explorado no cinema.
Um ponto crucial da produção é tornar sua protagonista inteligente e forte (algo raro no terror), o que por si só já torna a história mais interessante, ainda que ela use alguns clichês e não tenha uma trama exatamente inteligente e imprevisível.
Ao mesmo tempo, o vilão também chama atenção com sua crueldade, o que ajuda a reforçar a dualidade do título do filme, que em um primeiro momento parece falar sobre tubarões, mas (também) fala sobre o homem.
Outro mérito do filme é seu roteiro conciso, que mesmo criando algumas reviravoltas a mais na segunda metade, não fica enrolando de forma desnecessária e segue sempre avançando a trama.
Animais Perigosos é uma ótima pedida para fãs do gênero em um mercado tão recheado de “terror do ano”, passando de forma quase despercebida, mas que é melhor que muita produção que ganhou destaque nos últimos meses.


